O sexo inútil

Sumário:

Este é um livro sobre o que de mais profundo vive no coração da condição humana. Sobre o direito de nos tornarmos, perante nós e os outros, aquilo que somos. Plenamente e sem concessões. Para muitos leitores, estas páginas serão uma revelação, simultaneamente brutal e comovente, carregada de sofrimento, mas portadora também de gestos e testemunhos que alimentam e fortalecem a esperança. Trata-se, como se diria no século das Luzes, de um valioso contributo para a emancipação do espírito humano, para o alargamento das fronteiras do relacionamento exigente, cuidado e civilizado entre as pessoas, seja qual for a sua orientação sexual e género. Ana Zanatti sabe que cada um de nós tem de estar à altura da aventura da sua própria vida, que só nós podemos protagonizar, mas sabe também que é próprio da nossa condição humana a abertura para o outro, a solidariedade, a confidência, a entreajuda. Este livro celebra também a enorme coragem ética e cívica da sua autora. A sua confiança na força da justiça, que jorra da fonte interior do equilíbrio da pessoa em si própria, com os outros, com o mundo. Ana Zanatti escreve, num dado passo desta obra, que a sua ambição seria poder tocar as almas dos outros. Estou seguro de que isso foi completamente conseguido. Esta obra vai marcar profundamente muitas pessoas. Vai trazer-lhes luz, conforto e energia. Vai mudar muitas vidas. Talvez até ajudar a salvar vidas, que, sem a sua tonificante ajuda, se poderiam perder irreversivelmente.

Comentário:

“CRÍTICAS DE IMPRENSA O Sexo Inútil, de Ana Zanatti (Sextante), não é uma “”revelação literária””. É puro combate, enumeração de silêncios e preconceitos, história de medos e amores. Vale a pena ler. Contra a banalidade. Francisco José Viegas Este livro afirma mais uma vez a coerência da Ana Zanatti. Mais uma vez a Ana fala sobre pessoas reais, na sua vida real. E dos temas que fazem a vida das pessoas reais. Agora sob a forma de um relato não ficcionado, um ensaio. Ana Zanatti já tinha mostrado que não tem medo de pegar em temas considerados difíceis. Sempre com sensibilidade, elegância, equilíbrio, dignidade. E que era capaz de fazê-lo de forma pioneira. Rasgando caminhos, abrindo portas. (São José Almeida) Neste livro mais do que um livro, Ana Zanatti, falando de si, fala de nós, interpela-nos no desafio de sermos o outro, assume a primeira pessoa como a palavra identitária contra a palavra «eles», essa que expulsa e condena. A autenticidade e a coragem desta escrita é a autenticidade e a coragem que devem merecer, que devem exigir, para além da lei, todas as pessoas LGBT, pessoas da cidade, que a autora sabe marginalizadas, ainda mergulhadas no sofrimento que cada palavra sua denuncia. Ler este livro é uma lição de vigilância. Afinal, quem não a entende será quem decide ficar fora da humanidade no seu sentido mais nobre. Isabel Moreira “

Editado por: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

Autor(es): Zanatti, Ana; Marques, Viriato Soromenho

Editora: Sextante Editora

Cidade: Porto

Ano: 2016

Páginas: 520

ISBN: 9789896761493

Faixa etária / Idade recomendada: 15 - 18

Língua / Idioma: PT

Língua original: PT

Palavras-chave: Direitos, Feminismo, Personagens femininos


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